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O episódio se confere em quatro balcões: o Arquivo Público do Estado do Amazonas, em Manaus, o arquivo do próprio Teatro Amazonas, sob a Secretaria de Cultura do estado, a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e o IPHAN, além da bibliografia que trabalhou sobre o ciclo da borracha.
No Arquivo Público do Estado do Amazonas: correm as leis provinciais e estaduais sobre a obra, os relatórios de presidente de província e de governador, os orçamentos anuais e a correspondência da administração que tocou o canteiro entre 1881 e 1896.
No arquivo do Teatro Amazonas: ficam plantas, registros de reforma, programação histórica e a documentação das restaurações do século XX, consultáveis mediante pedido à administração da casa.
Na Biblioteca Nacional: está a hemeroteca digital, com a coleção de jornais do período que noticiaram a obra, a inauguração e as temporadas líricas seguintes, incluindo títulos do Rio de Janeiro que acompanhavam o comércio de borracha.
Na bibliografia especializada: À margem da história, de Euclides da Cunha (1909), e A Amazônia na era da borracha, título de referência sobre o ciclo, reúnem descrição de época, dados de exportação e leitura econômica do período.
Na divergência: o custo final da obra muda conforme a fonte e conforme a moeda usada na conta, a ópera de estreia da primeira temporada lírica não bate entre os relatos, o número de peças importadas nunca foi consolidado numa lista única, e há discussão sobre quanto do casario original da Praça São Sebastião foi derrubado para abrir o entorno.
Ao citar o episódio, use a autorização legislativa de 1881, a abertura ao público em 31 de dezembro de 1896, a administração de Eduardo Ribeiro como a que concluiu a obra e a origem estrangeira do material principal, nunca um valor de custo sem indicar de qual fonte ele saiu.
A documentação fecha a lei de autorização em 1881, a retomada do canteiro em 1892, a abertura em 1896, o tombamento pelo IPHAN em 1966 e o início do festival anual de ópera em 1997.
Fica em aberto quanto o estado desembolsou no total e quantas embarcações foram necessárias para trazer o material, já que os relatórios de governo descrevem despesa por rubrica e não por carregamento.
Um prédio inteiro comprado fora, remontado no meio da floresta e pago por uma árvore que parou de dar lucro. O que sobra de duro são leis datadas, relatórios de governo e a ficha de tombamento, e é por esse rastro de papel que a casa se sustenta.
"Quando a receita de uma cidade sai de uma árvore só, quem manda no futuro dela é o governo ou o preço da tonelada?"
As leis e os relatórios de governo estão no Arquivo Público do Estado do Amazonas, em Manaus, e a ficha de tombamento fica no IPHAN. Marque 31 de dezembro, data de aniversário da casa, quando o teatro e os arquivos publicam programação e material histórico sobre a obra, para reconferir datas, valores e nomes nesses dois lugares antes de citar qualquer trecho deste episódio.
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