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O episódio se confere em cinco balcões: o Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional, o Museu Asas de um Sonho, em São Carlos, o Arquivo Público do Estado de São Paulo e o acervo do Museu Aeroespacial, na Força Aérea Brasileira.
No Museu Asas de um Sonho: está o próprio hidroavião restaurado, com a documentação de restauro, as peças originais recolhidas e o material fotográfico associado ao aparelho.
Na Biblioteca Nacional: está a hemeroteca digital, com as coleções de O Estado de S. Paulo, do Correio Paulistano, do Jornal do Commercio e das revistas ilustradas que cobriram a chegada a Santo Amaro em maio de 1927.
No Arquivo Nacional: correm os papéis federais de matrícula de aeronave, a correspondência sobre o território de Fernando de Noronha no período e os autos ligados à acusação de contrabando movida contra a expedição.
No Arquivo Público do Estado de São Paulo: ficam os registros das autoridades paulistas sobre a recepção oficial, a documentação da represa de Santo Amaro e os papéis do município de Jaú relativos à homenagem ao proprietário.
Na divergência: o tempo exato de voo do trecho Cabo Verde a Noronha muda conforme a fonte, a composição da tripulação nas etapas anteriores varia entre relatos, e os detalhes da acusação de contrabando aparecem de forma incompleta nas versões publicadas.
Ao citar o episódio, use a data de 28 de abril de 1927 para a chegada a Fernando de Noronha, a de 14 de maio de 1927 para a recepção em Santo Amaro, o nome do aparelho e o financiamento particular, nunca um tempo de voo sem indicar de qual fonte ele saiu.
A documentação fecha a data da travessia, o modelo e a matrícula do aparelho, a origem particular do dinheiro e o destino final da aeronave, que continua preservada e visitável.
Fica em aberto o número de horas que o aparelho levou de Porto Praia até a ilha, já que os relatos de bordo e as notas de jornal divergem entre si, e o desfecho formal da denúncia de contrabando, já que os autos não circularam em versão integral publicada.
Um hidroavião usado, quatro homens e uma conta paga por lavoura de café. O que sobra de duro são o registro de matrícula, a correspondência oficial da chegada e a coleção dos jornais daquelas semanas, e é por esse rastro de papel que o episódio se sustenta.
"Quando a única contabilidade da viagem foi doméstica, o que exatamente se está medindo ao chamar o feito de proeza nacional?"
Os papéis federais estão no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, e as coleções dos jornais daquelas semanas estão na hemeroteca da Biblioteca Nacional. Marque 28 de abril, data da chegada a Fernando de Noronha, quando os acervos e o museu costumam liberar material sobre o raide, para reconferir datas, tempos de voo e nomes nesses dois lugares antes de citar qualquer trecho deste episódio.
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