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O caso se confere em cinco balcões: a sentença belga, o arquivo do Itamaraty, o do Parlamento britânico, a obra que o próprio Christie publicou e a Biblioteca Nacional.
Na sentença arbitral de 18/6/1863: o texto de Leopoldo I trata só do caso dos oficiais da HMS Forte. O rei examinou os relatos da prisão e concluiu, com as palavras citadas pelos dois governos: "in the manner in which the laws of Brazil have been applied to the English officers, there was neither premeditation of offence, nor offence to the British navy" (no modo como as leis do Brasil foram aplicadas aos oficiais ingleses, não houve premeditação de ofensa nem ofensa à Marinha britânica).
Nos Relatórios do Ministério dos Negócios Estrangeiros de 1863 e 1864: estão as notas trocadas com Christie, o ultimato, o protesto do pagamento e a correspondência do rompimento. Os volumes digitalizados ficam no acervo do Center for Research Libraries, em coleção aberta de relatórios ministeriais do Império.
Nos Parliamentary Papers britânicos de 1863: a Câmara dos Comuns publicou a correspondência de Christie com o Foreign Office. Ali aparecem a ordem de represália ao almirante Warren e a lista dos navios apresados.
Em Notes on Brazilian Questions, de William Dougal Christie, 1865: o ex-ministro reuniu cartas e artigos para defender a própria conduta. O livro é a versão dele, sem o lado brasileiro, e serve para medir o tom com que ele via a corte do Rio.
Na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional: o Jornal do Commercio e o Correio Mercantil de janeiro de 1863 registram as manifestações de rua, as listas de voluntários e as notas do governo.
Na divergência: a morte dos marinheiros do Prince of Wales nunca teve autoria provada. O inquérito gaúcho não achou crime, e Christie sustentou até o livro de 1865 que houve assassinato. Faltam testemunhas e corpos examinados a tempo, e a pergunta ficou sem prova para os dois lados.
A documentação fecha as datas, os valores, o árbitro e a sentença. Em aberto fica só o que aconteceu na praia do Albardão em 1861, porque ninguém sobreviveu para contar e ninguém foi julgado.
Três oficiais numa cela, uma barca afundada no Sul e cinco navios presos na barra: o Império perdeu 3.200 libras, ganhou a sentença e recebeu as desculpas em Uruguaiana.
"Quanto custa ao orgulho de um país pagar uma conta que ele considera injusta?"
Em 31/12/2027, os apresamentos completam 165 anos. Nessa data, reconfira na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional as edições do Jornal do Commercio de janeiro de 1863 e, no acervo do Itamaraty, o texto integral da sentença de Leopoldo I antes de citar o caso.
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