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O episódio se confere em cinco balcões: o Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional, o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, a Casa de Oswaldo Cruz, na Fiocruz, e o Arquivo Histórico do Exército.
No Arquivo Nacional: ficam os processos da polícia do Distrito Federal, os decretos do estado de sítio, a correspondência do Ministério da Justiça e Negócios Interiores e as listas de presos remetidos para o norte.
Na Biblioteca Nacional: está a hemeroteca digital, com as coleções do Correio da Manhã, do Jornal do Commercio, do Jornal do Brasil e das revistas ilustradas que caricaturaram a lei durante toda a crise.
No Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro: correm os papéis da prefeitura de Pereira Passos, os autos de demolição da Avenida Central e as plantas dos quarteirões do porto que apareceram nas barricadas.
Na Casa de Oswaldo Cruz: ficam os relatórios da Diretoria Geral de Saúde Pública, os boletins de vacinação e a correspondência do próprio Oswaldo Cruz com o governo durante e depois de novembro de 1904.
Na divergência: o total de presos e de deportados varia entre as fontes e nunca foi apurado por contagem nominal completa, o número de mortos e feridos da semana muda de jornal para jornal, a data exata de cada embarque para o Acre não está fechada e o destino da maior parte dos deportados não tem registro de chegada.
Ao citar o episódio, use a Lei nº 1.261 de 31 de outubro de 1904, o levante entre 10 e 16 de novembro, o estado de sítio de 16 de novembro e a suspensão da obrigatoriedade na mesma data, nunca um total de deportados sem indicar de qual fonte ele saiu.
A documentação fecha a sanção da lei em outubro, a semana de barricadas em novembro, a marcha da Escola Militar em 14 de novembro e a deportação para o território do Acre nas semanas seguintes.
Fica em aberto quanta gente foi presa na capital naqueles dias e quantos dos embarcados voltaram, já que as listas de remessa foram feitas por lote e não por nome, e nenhum registro de retorno equivalente foi produzido.
Uma ementa de lei, uma barricada de trilho e uma lista de embarque. O que sobra de duro são decretos datados, processos de polícia e a coleção dos jornais da semana, e é por esse rastro de papel que o episódio se sustenta.
"Quando o Estado recua da lei que provocou a briga e mantém presa a gente que brigou, o que ficou em vigor de fato?"
Os decretos e as listas de presos estão no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, e as coleções dos jornais da semana estão na hemeroteca da Biblioteca Nacional. Marque 10 de novembro, data de abertura do levante, quando os dois arquivos costumam liberar material do acervo sobre o período, para reconferir datas, números e nomes nesses dois lugares antes de citar qualquer trecho deste episódio.
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