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O episódio se confere em quatro balcões: o Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, o Arquivo Público do Estado de São Paulo e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, além da bibliografia que trabalhou sobre a documentação de 1822.
No Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro: correm os decretos, avisos e proclamações do governo do príncipe regente, a correspondência do ministério de José Bonifácio e a papelada da administração que operava na Corte naquele ano.
No Museu Paulista da Universidade de São Paulo: ficam acervo documental sobre o episódio, a tela de Pedro Américo e a coleção formada em torno do terreno do Ipiranga desde o fim do século XIX.
No Arquivo Público do Estado de São Paulo: estão registros da administração provincial paulista, papéis de câmaras municipais e documentação sobre estradas, pousos e correios da província.
Na bibliografia especializada: 1822, de Laurentino Gomes (Nova Fronteira, 2010), D. Pedro I, de Isabel Lustosa (Companhia das Letras, 2006), e os volumes de documentos da independência publicados pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro reúnem cartas, decretos e relatos do período.
Na divergência: a frase pronunciada na estrada varia de relato para relato, a hora exata da chegada do correio não bate entre as fontes, o número de homens da comitiva muda conforme quem conta, e há discussão sobre quanto do relato do capelão foi registrado no calor do fato ou décadas depois.
Ao citar o episódio, use a data de 7 de setembro de 1822, as colinas do riacho do Ipiranga como lugar, a entrega do maço vindo do Rio de Janeiro e a resolução tomada na estrada antes da entrada em São Paulo, nunca a composição da tela de 1888 como descrição do que se viu no dia.
A documentação fecha a permanência do regente em 9 de janeiro de 1822, a convocação da Assembleia em 3 de junho de 1822, o decreto sobre tropas estrangeiras em 1 de agosto de 1822, a sessão do Conselho de Estado em 2 de setembro de 1822 e a aclamação em 12 de outubro de 1822.
Fica em aberto a redação exata do que foi dito na estrada e quantas peças de papel vinham dentro do maço, já que os relatos descrevem o conteúdo por assunto e não por lista.
A cena que virou quadro nacional aconteceu sem escrivão. O que sobra de duro são cartas datadas, decretos impressos e a viagem de um correio, e é por esse rastro de papel que o dia se sustenta.
"Quando a ordem chega por carta e a resposta sai na estrada, quem escreve a história é o documento ou a testemunha?"
Os decretos e a correspondência do governo do regente estão sob guarda do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, e o acervo do episódio fica no Museu Paulista da Universidade de São Paulo. Marque 7 de setembro, data em que o museu e os arquivos abrem programação sobre o tema e as peças voltam à consulta, para reconferir datas, nomes e a redação dos documentos nesses dois lugares antes de citar qualquer trecho deste episódio.
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