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O episódio se confere em quatro balcões: a Cinemateca Brasileira, o arquivo do Festival de Cannes, a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional e a biblioteca da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Na Cinemateca Brasileira, na capital paulista: ficam cópias do longa, material de divulgação, fotografias de produção e documentação da Cinedistri, a produtora de Oswaldo Massaini, com consulta mediante agendamento.
No arquivo do Festival de Cannes: está o palmarès oficial de 1962, com a composição do júri, a lista dos filmes em competição e a ata dos prêmios entregues na cerimônia de encerramento.
Na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional: estão as edições brasileiras de 24 e 25 de maio de 1962, com a repercussão imediata do resultado, além da cobertura da estreia comercial no segundo semestre daquele ano.
Na biblioteca Margaret Herrick, da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas: estão os registros da indicação ao Oscar de filme estrangeiro apreciada na cerimônia de 1963, com a ficha da produção inscrita pelo Brasil.
Na divergência: a data exata das filmagens em Salvador varia conforme a fonte, porque a produção não publicou cronograma detalhado e os depoimentos da equipe, colhidos anos depois, discordam entre si sobre quantas semanas a equipe passou na cidade.
Ao citar o episódio, trate a Igreja do Santíssimo Sacramento, na Ladeira do Passo, como a locação da escadaria, e não a confunda com a Igreja de Santa Bárbara mencionada no enredo, que pertence à ficção construída por Dias Gomes.
A documentação fecha quem dirigiu, a data da premiação, a composição do júri, a origem teatral do enredo, o elenco principal e a condição de único longa brasileiro com a Palma de Ouro.
Fica em aberto quanto do texto teatral foi reescrito durante a filmagem, porque o roteiro de filmagem anotado não veio a público na íntegra e as versões que circulam trazem marcações sem autoria identificada.
Uma escadaria em Salvador, uma cruz barrada na porta, um júri francês em 1962 e um prêmio que o país guarda sozinho até hoje. O que sustenta o episódio são o palmarès do festival, os jornais brasileiros do fim de maio de 1962 e os acervos de cinemateca.
"Quanto de um país cabe numa cruz que a porta da igreja recusa?"
A Cinemateca Brasileira atende com agendamento prévio e a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional fica aberta na internet. Marque 23 de maio, aniversário da premiação, quando o arquivo do Festival de Cannes e as casas brasileiras de acervo costumam publicar material sobre o filme, e reconfira nesses dois lugares a data da cerimônia, a composição do júri e a ficha técnica da produção antes de citar o episódio.
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